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NIB lança títulos para COVID-19

Os títulos financiarão projetos que visam aliviar as consequências sociais e econômicas da crise

Nesta segunda, 30/03, o Nordic Investment Bank (NIB) uniu-se ao grupo de instituições públicas a utilizarem os mercados de capitais para prover financiamento emergencial em resposta à crise do Coronavírus.

Com sede em Helsinque, Finlândia, o Nordic Investment Bank (NIB) é uma instituição financeira internacional criada pelos cinco países nórdicos em 1975 para facilitar investimentos e atrair empréstimos. Atualmente, e após a adesão de três países bálticos em 2005, tem como missão financiar projetos para fomentar a produtividade com foco em sustentabilidade. O Banco oferece empréstimos corporativos e soberanos, a municípios e à parcerias público-privadas, além de fazer investimentos em títulos verdes e financiar projetos fora dos países membros.

Em linha com seu papel estabilizador durante crises econômicas, o NIB decidiu disponibilizar aos países membros (Dinamarca, Estônia, Finlândia, Islândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia) e empresas sustentáveis, que enfrentam consequências econômicas da pandemia de COVID-19, os chamados NIB Response Bonds. Os títulos financiarão projetos que visam aliviar as consequências sociais e econômicas da crise atual e, eventualmente, dar suporte ao processo de recuperação dos países.

Os títulos destinam-se ao financiamento de produtos e serviços que contribuam para a promoção da saúde e manutenção do padrão de vida de indivíduos afetados pelo novo Coronavírus, independente de idade e grupo socioeconômico, buscando, ainda, prevenir o desemprego, a disseminação de doenças, e dar suporte aos cuidados dedicados a crianças e idosos.

Em tempo recorde, o Banco desenvolveu uma estrutura específica para atender às demandas associadas à pandemia, um trabalho primoroso que vem recebendo elogios de analistas internacionais. A emissão é mais célere graças à definição de categorias amplas, como setor público, setor privado e economia real, o que também garante transparência aos projetos.

            BNP Paribas, Danske Bank, JP Morgan e HSBC já começaram a comercializar os papeis pré-fixados no total de €1bilhão, cuja precificação é baseada em mid-swaps mais 6 pontos-base, com volume final de mais de €3,1bilhões. A escolha pelo euro, ao invés do dólar, é justificada pela maior estabilidade da moeda.

Flávia Silva

Photo by Markus Spiske on Unsplash